domingo, 20 de setembro de 2009

Dez às nuvens do ar

Quem disse o primeiro pai nosso
Ele está no ar
Ou ele está nos sonhos?
Ou no contido amor

Qual a pergunta secreta
Que escondemos?

Quem sabe algum lugar
Há de nos dizer
Palavras sinceras
Como o açoite dos segundos
Entre um comovido pulsar
De uma flecha jogada ao medo

Quem sabe a verdade dos sentidos
Pode dizer o quanto estamos errados

Hoje é o dia de dez às nuvens do ar
Sobressalta no relevo azul
De uma consciência cheia de esperanças
Por determinações que fogem a nossa indagação

Mas chegado o tempo da aurora
Os dias compõem no suspiro
O mecânico salubre a nossa indiferença
Desfazendo todas as nossas certezas sensíveis

Bastando o conforto dormente de uma luz
Há um eco em nossa embriaguez
Que se qualifica da mesma forma
Como penas jogadas ao vento?


15/09/2009
Cristian Gladistone Kossmann
Matusalen Kossmann Bergamin

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