Sou aquele homem que diante de um fato, compreende o perene nas coisas. Suas curvas são belas como um sorriso. Isso porque todo sorriso é uma alternativa para qualquer fim. Quando disponho a te-los na face, algo a mais que felicidade surge, por que um dia testemunhei sua diferença nas próprias coisas. As coisas não podem sorrir a todo tempo porque estão tristes; e há certa felicidade em sua tristeza. Mesmo que contraditório vista pelo ângulo humano, as coisas se manifestam como queiramos que seja. Pode refletir nossos pensamentos na aventura do encontrar qualquer significado, sendo que parte do principio de explicação que na maior parte do tempo, nem sorri e nem chove para deixar as rosas tristes.
Se existe uma dualidade ideológica nas coisas, é porque talvez houvesse um exagero em particionar como numa abóboda sua representação única. Desmembrá-la não é e nunca será o mesmo que conhecê-las. Conhecê-las diz respeito a deixá-las como estão, porque isso basta. Não preciso atribuir nome a todas as suas pétalas, preciso apenas vê-las caindo. Preciso perceber que a morte está no cair da folha que dança invariavelmente em seu destino. Posso adormecer em seu regresso contando que ela chegue até mim para me dizer o viu. Se não viu nada ficarei tranqüilo. Se chegou a perceber algo, logo surgirá uma idéia, que não é aquele que transfigura as coisas par além do que elas são. Pois se perceber que o movimento é uma justa manifestação de todo o gesto, perceberemos que isso é a essência que tanto procuramos, porque não posso encenar seu movimento, partindo da memória de apenas vê-las. Pois o que está ao meu alcance num eufórico momento é sua exclusividade reforçada pela esperança da vida. E talvez seja por assim dizer que indispensavelmente nascemos gritando qualquer coisa, e vamos aprendendo a dizer o que não tem palavras, conforme se aprende a qualificar nossas calamidades incontidas.
Ninguém pode dizer que a natureza pode saciar-se na morte. Muito mais evidente é o seu encanto quando atribuímos o pensamento movimentar a sua coragem, que simplicidade nenhuma retém em toda sua clareza.
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