sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Ano novo

Na nebulosa radiante de vida daqueles instantes vividos
De toda aquela esperança de algo novo
Surgir num elogio humano de efeitos
Onde tudo que passou se resume em tentar lembrar e nao conseguir
Mas esperar para que surja em alguma circunstancia da vida
E mesmo assim forçar meus sonhos antigos a uma possivel renovação
Para seguir aquela inata esperança de desfrutar do paraiso em meio aos odores da terra
Querido mar que me aconselha à tristeza
Por tocar em meus pés no meio da noite
Agradando e ao mesmo tempo filtrando as melhores partes do tempo
Em sua grandiosidade plena que constroi o infinito
Onde eu como qualquer outro ser humano
Festeja sem saber ao certo o que é festejado
Na metrica desengonçada que sucede a juventude
Nao poderia eu naqueles momentos esperar
E desejar loucamente tudo aquilo como uma dose
Que me levasse para alem de todos os limites
Onde voar seria desrespeito
E pura ingratidão para com a realidade
Da forma como ela qualifica tudo que tem vida
E que nós, pelo mesmo fator, concebemos no morto
No inexistente, no imaginavel, no desejavel
Porque nao há limites?
Porque nao há limites!
Porque nao há limites...
Foi maravilhoso ver o quanto sou pequeno
Comparado a natureza daquelas ondas
Pois mesmo que eu nao existisse
O mar continuaria seu percursso rumo a costa da praia
Trazendo novas informações de sua beleza
Sem que ninguem pudesse ve-la ou admira-la
Como naturalmente o fazem atribuindo razões
A quantidade de pessoas naquele momento
Era apenas uma limitação para nao estar em todos os lugares
E ver o quanto estava preso pela oportunidade
Embora a vida necessite muito de personagens
Quem faz a historia geralmente acaba por ficar triste
Que nao há contigencia mas apenas coragem
E só é corajoso quem compreende a felicidade da tristeza
E ve o mundo nao apenas como belo, magnifico e grandioso
MAs tambem como algo aparente, falso e sombrio
Naquele abraço carinhoso de quem se ama
Junto com arrependiemento de nao estar lucido
Para viver os fatos como de fato eles são encantadores
Nos olhos de quem se ama é que está o verdadeiro espetaculo
Neles ha fogos de artificio em busca de amor
De carinho e de graças
E por isso seu calor é contagiante e confortador
E por isso tambem é que lembro deles
Na variadas cores que enfeitam o ceu
Minha alma se desprende num sorriso
Para consagrar o bem estar daqueles labios
E ter como primeira chance digna de almejo
Perceber que tudo nela é uma parte da alma
E isso deixa tudo mais contente
Minhas oferendas a esta santidade
E tudo aquilo que nao compreendo e satisfaço nos seus traços
é o que está ao meu alcance
MEsmo sabendo o quanto sou pequeno
Quando se inventa demais
Perde-se a indentidade para buscar ser quem nao somos
E por isso admiro quem nao o é e é ao mesmo tempo
Dependendo daquilo que sentimos
Porque o sentimento é algo de mais incerto
Que nao tem controle, que nao tem acesso imediato
Tão repetivo quanto as ondas do mar
Pois é dai que nasce o seu encanto
Porque é diferente e porque impoe medo
Que meus olhos nao refletem tamanhas grandezas
Só mostram aquilo que já está visivel
Perene, artificial e fingido
Pela regra que estabelece a fuga do espirito
Em meio a dissimulada vontade de querer intesificar a vida
Para alem do acabamento que lhe pertence
E que na minha inquietante forma de vida
Só deixa carente de prestigio
Quando precisava apenas esquecer da euforia
Para viver todos os instantes bem vividos na lembrança
E me distanciar para qualquer lugar que nao houvesse o pensamento

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