
Assim como a indução não é possível em absoluto, por culpa da exceção, a dedução, por outro lado segue a mesma finalidade de estar privada ao intelecto. Enquanto na primeira tentamos universalizar o conhecimento, na segunda, abrimos chance para que o acaso surja com suas exceções, entre outras realizações de sua parte, nos mostrando aonde poderemos nutrir nossas convicções a respeito de qualquer coisa. Por isso quando inferimos algo, criamos ao passo de inferir, um vazio que será disposto a uma conclusão provisória, quando novamente chegarmos à disposição de nos encontrar com um novo “acaso”. Esse é o caminho para obtenção dos nossos conhecimentos. É o modo incerto como as coisas estão dispostas a se moverem que não nos limitamos em dispor nossa crença no finito, no previsto. Em contraposição podemos estar completamente presos a inferir o mundo. Inferir nossos próprios erros. Inferir nossas conclusões no mesmo feixe de luz que se direciona a crer numa incerteza. Sabemos que para algumas coisas não há exceções, mas apenas uma má dedução de algo. Um exemplo disso é a morte. A única exceção para a morte é a própria vida. E isso parte de algo subjetivo na qual estou manifestando em critério de me opor ao próprio acaso, por que se pensarmos bem, e formos sábios o bastante, se refletirmos a respeito do mundo com um olhar despreocupado, embora atento aos detalhes da vida, ao que ela tenta nos dizer com suas palavras, vamos perceber que o acaso existe muito mais, quando nunca paramos para inferir o mundo e simplesmente separar nossas vidas, da vida que está lá fora. Talvez seja o próprio acaso a melhor forma de separar o próprio homem diante de seus pensamentos assertivos com respeito as suas ações. Tais ações que levam a aceitar, tanto a exceção, por não se ter pensado, como ao próprio acaso, como refúgio para as nossas limitações memoráveis de descuido, de uma apercepção de nossa percepção decadente, e ao mesmo tempo em que está conectada como se fosse uma extensão do corpo da natureza, ou da vida, não possuímos controle algum; enquanto não entrarmos em conformidade a aceitar que em suas articulações, que muitas vezes não possuem propósitos, como queiramos que tenham, elas simplesmente existem, dançam e fazem gestos, cujo rastro nos trás a mente o acaso e a exceção. Estamos realmente preparados para aceitar a vida em seu jogo de manifestações?
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