sexta-feira, 29 de maio de 2009

O amor é a onda que rege toda a realidade. Assim como em nós, que de alguma forma estamos em constante mudança, físicos e abstratamente no mundo, o amor, no mesmo seguimento, é ressaltado de forma a conter todo o amor passado, pré-agente.

Conhecemos o amor no momento em que as flores são vistas, apreciadas e elevadas a um grau maior de compreensão, para logo após se modificar para alem do significado presente, em nossos corações na melhor justificação em respeito a nossas vidas. Quando o amor passa a se desgastar, perde seu brilho na consciência.

Mas o amor não se desgasta por si mesmo, nossa natureza sonhadora, cria um mundo baseado naquilo que no descobrimento do amor inaugurou-se naturalmente em subsídio a vida.

Não amar é também uma forma de amar, pois não saber é o sinal por excelência do amor; por isso estamos presos a amar e ao mesmo tempo estar em constante mudança.

Talvez o amor seja o impulso de toda mudança, enquanto a paixão torna-se resguardada a manifestar-se a um grau maior de intensidade para a ocasião mais compensadora de todo e qualquer sentimento, na fusão da vida em afastamento e novidade, mesmo sob ingênua e confortante explanação do amor enquanto paixão dissimulada, seu inicio será sempre eterno, seja ele inconsciente e incontrolável, em toda ocasião há chances do amor, junto à paixão, bem dizer da melhor forma o que está para alem daquilo que vemos, porque estamos sempre a amar e de alguma forma estamos dispostos por imanência ao universo palpitar sua verdadeira face.

Essa é a verdadeira razão de todo juízo que obtemos em falta ou excesso de alguma coisa, quando chegamos à conclusão provisória que nos trará o conforto do amor, num determinado encadeamento da vida.

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