segunda-feira, 22 de junho de 2009

Os dias passam mecanicamente nos relevos altos da consciência
Perpetuam em todos os instantes vestígios de um futuro funesto
Bendizendo todo estado comum de cada objeto apreensível
Forjado na ocasião de te-los e verdadeiro no erro de alterá-los

Basta um dia em meio há todos os segundos
Para logo mudarmos de imagem e nos mutar em sua pertença
Basta apenas existir para ser outro a cada tempo
Enquanto as possibilidades se estruturam nos fatos que criamos despercebidos

Embora o autômato regular em minha concepção
Se atenha a atribuir seu significado triste
Não me oponho dizer que a incerteza é parte de todo mecânico
Nas andanças simples de todo tempo ingênuo que cria a ilusão de uma verdade

A verdade quando apreendida é percebida como o sentimento
Toda verdade é significativa e relevante quando respeita nossos anseios
Mas nem toda verdade é acessível por culpa dessa desunião que os dias criam
Porque em nossa mente as coisas são exteriores, cabendo a nós emancipar sua neutralidade quando sentidas de um modo mais digno.

Não se costuma tornar todo dia antes do sonho um sonho real
Não há espaço concreto afirmar que nada sabemos
Mas porque no sonho a coragem se intensifica?
Será que nossos receios são curados quando forjados a um limite?

O mistério do sonho nos dias é o atalho crédulo que viajamos
Diante da hipótese da existência de uma única realidade
Em meio aos feitos do devaneio crucial enquanto casuloQuando amplifica o natural em sua reserva e insanidade no fator de ser.

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